terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Energias negativas do cemitério podem ser renovadas

Classificação Principal: Pensenologia
Classificação Específica: Reciclagem
Classificações Secundárias: Superstição; Paraadministração

Almeida, Walter P.P.; Energias negativas do cemitério podem ser renovadas;
http://www.portaljj.com.br/interna.asp?int_id=62841;

Energias negativas do cemitério podem ser renovadas


Na literatura médica do século 17 é comum encontrarmos a palavra miasma - que seria emanação de energia pútrida e negativa dos pântanos. As superstições populares também acreditavam, séculos atrás, que dos cemitérios emanariam miasmas e doenças. Por uma questão sanitária, as vítimas de epidemias eram enterradas fora da cidade ou cremadas. O pesquisador de conscienciologia e médico homeopata, Valter de Almeida, garante que os cemitérios precisam passar por uma "reciclagem" de energia para que passem a ter boas vibrações.

Segundo Valter, é possível que os espíritos fiquem no local em que foram sepultados - criando um bolsão energético negativo. Estas consciências estariam presas ao tempo em que viveram, sem progresso espiritual. Não seriam só os cemitérios que sorveriam as energias das pessoas encarnadas. Os matadouros, presídios e locais de muito sofrimento também emanariam energias negativas e "sugariam" as energias das pessoas. Na literatura, o exemplo mais próximo está em Harry Potter, com a figura dos dementadores, que sugavam a felicidade das pessoas.

No caso de Jundiaí, especificamente, as energias são renovadas com o passar dos séculos. "Um cemitério antigo dificilmente vai trazer dano energético porque a tendência é que a energia já tenha sido reciclada." O médico cita o caso do Anhangabaú. Apesar de existir um cemitério no local, ele explica que a instalação de entidades filantrópicas, católicas e espíritas trouxeram o reequilíbrio ao local. "Pouco a pouco, o bairro atraiu para si entidades que neutralizaram aquelas energias antigas", afirma.

Se a crendice popular aposta que um lugar não vai para frente por pura superstição, Valter enfatiza a idéia. "As energias negativas impedem o crescimento do local." Ele cita o exemplo de submoradias que são substituídas por conjuntos habitacionais. "Depois de um ano, os conjuntos já estão parecidos com a favela. Todo pichado, sem praça, com imóveis danificados. A estrutura física mudou, mas a energia não." Da mesma forma, em equipamentos de lazer e praças que não servem para seus fins, pois estão sempre quebrados, cercados de ervas daninhas.

O estudioso salienta que no futuro vai ser necessária a criação de uma espécie de "paraadministração". Ele explica: "Seria um grupo de estudiosos energéticos que dariam instruções ao Executivo, orientando onde instalar os instrumentos públicos. Além disso, poderiam atuar para diminuir o impacto das energias negativas, garantindo o crescimento de bairros e em locais determinados da urbe."

Para realizar esta "limpeza", grupos espiritualistas e estudiosos do assunto poderiam atuar administrativamente. "Mesmo antes de construir uma residência ou um prédio, seria interessante avaliar qual a energia que o local possui. Não seria necessário abandonar a construção, mas realizar um realinhamento energético no local."

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Veja também:

http://www.portaljj.com.br/interna.asp?Int_IDSecao=1&Int_ID=62840

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Relíquia à Vista

Classificação Principal: Holomaturologia
Classificação Específica: Incompatibilidades
Classificações Secundárias: Interrelações Opositivas; Conviviologia; Comunicologia; Experimentologia; Evoluciologia

Junqueira, Eduardo; Relíquia à Vista; http://veja.abril.com.br/250398/p_076.html

Relíquia à vista

Primeira exposição do Sudário após vinte
anos deverá atrair 10 milhões de fiéis à Itália

Eduardo Junqueira

Foto: Varnon Miller
No círculo, a imagem tridimensional que a Nasa obteve ao analisar um recorte do Sudário

Depois de demonstrar sua força política com a visita do papa João Paulo II a Cuba, no início do ano, a Igreja Católica anuncia para o próximo mês a prova de que também é forte no terreno da fé. Guardado em uma pequena caixa de prata nos últimos vinte anos, o Santo Sudário, um tecido de linho com a imagem de um homem torturado que se supõe ser Jesus Cristo morto, estará novamente em exposição entre 18 de abril e 14 de junho em Turim, na Itália. A relíquia estará protegida por uma caixa de vidro de 2 centímetros de espessura e cada fiel terá menos de um minuto para observá-la. Nada disso, porém, deverá arrefecer o ímpeto católico, e a arquidiocese italiana espera receber 10 milhões de peregrinos de todo o mundo. Se a cifra se confirmar, será o maior evento católico dos últimos anos. O santuário de Lourdes, na França, recebe em média 5 milhões de peregrinos por ano. Aparecida, no interior de São Paulo, é visitada por 7 milhões de fiéis. Na última exposição, em 1978, o Sudário atraiu 3,5 milhões de pessoas.

A força religiosa do Santo Sudário está na imagem impressa sobre o tecido de linho, prova suprema da ressurreição para milhões de católicos. Trata-se do corpo de um homem de aproximadamente 1,81 metro de altura e 81 quilos, que guarda semelhanças impressionantes com a descrição da imagem de Jesus na Bíblia. Na década de 30, o cirurgião francês Pierre Barbet ajudou a sedimentar a mística em torno do objeto. Barbet descobriu que as chagas visíveis no Sudário são típicas de uma vítima de crucificação nos tempos de Cristo. Constatou, por exemplo, que os polegares do homem do Sudário não estão registrados na imagem porque o cravo preso sobre o pulso puxa o dedo para o meio da palma da mão. O homem do Sudário também tem uma perfuração semelhante à ponta de uma lança no lado direito do peito, repetindo o que os Evangelhos descrevem sobre a crucificação.

Desenho de como
Cristo teria sido
envolvido após a morte

A presença de milhões de fiéis em Turim será também a demonstração mais eloqüente de que a fé quase sempre suplanta a razão. Em 1988, uma pesquisa realizada por três centros de pesquisa, na Inglaterra, Suíça e Estados Unidos, sob a coordenação da Universidade do Arizona, revelou que o tecido do Sudário teria sido fabricado entre os anos de 1260 e 1390, em plena Idade Média, o que colocaria sua mística por terra. A pesquisa utilizou a técnica de contagem dos átomos de carbono 14, usada para definir a idade de achados arqueológicos. Ao longo dos anos, o carbono 14 vai se transformando em carbono 12, cuja estrutura é mais estável. Portanto, quanto mais antiga a peça menos moléculas de carbono 14 serão encontradas. A revelação teve repercussão mundial e o Vaticano admitiu a origem medieval do manto.

Decorridos dez anos, pairam dúvidas sobre a veracidade dos resultados do estudo científico de 1988. Uma pesquisa comandada por dois professores da Universidade de San Antonio, no Texas, revelou que a peça estava infestada de fungos e bactérias ricos em carbono 14. Quando tomaram conhecimento dessa novidade, os professores responsáveis pela pesquisa de datação na Universidade do Arizona apressaram-se em admitir que o tecido pode ser mais antigo do que se supunha porque a alta taxa de concentração de carbono 14 nas bactérias pode ter inflacionado a contagem dos átomos, levando à conclusão, eventualmente equivocada, de que o Sudário seria mais recente do que o tempo em que Jesus viveu.

Fogo — Um sem-número de perguntas sem resposta faz do Sudário uma das maiores incógnitas a desafiar a ciência. Descartada a hipótese de que a imagem tenha sido produzida pelo corpo de Jesus, não há explicação para o processo de formação do desenho no lençol, já que não se encontraram resíduos de tinta no tecido. "O teste das fibras sobre as quais está impressa a imagem revela um espectro de radiação semelhante a fogo, mas totalmente desconhecida pela física atual", diz Walter Demétrio Gonzales, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais. Essa radiação gravou sobre uma das faces do tecido, sem traspassá-lo, uma figura tridimensional, detectada por um computador da Nasa. O traçado da imagem também é curioso. Considerando a hipótese de que se trata de um desenho, suas características contradizem a tese da origem medieval. A técnica de sombreado, usada para dar volume à imagem, com a alternância de tons claros e escuros, apareceu apenas no Renascimento, cerca de 200 anos mais tarde.

Relíquias como o Santo Sudário são um elemento muito popular na tradição católica desde o século IV, tornando-se em alguns momentos mais importantes do que a eucaristia. Hoje, o culto ao lençol ganha força porque é cada vez mais forte a rejeição das formas institucionais de religiosidade, como as missas, em favor de uma volta ao que os especialistas chamam de "sagrado selvagem". "São as experiências básicas, espontâneas, naturais, não contaminadas pela civilização moderna", diz o padre e teólogo Alberto Antoniazzi. O Sudário dispensa a intermediação de um religioso para que os católicos tenham contato direto com o divino. Sua força reside na crença de que ali está a representação concreta e palpável de que Cristo viveu, morreu e ressuscitou. Não há alimento igual para a fé.


sábado, 18 de outubro de 2008

Conflito Interior

Classificação Principal: Cosmoética
Classificação Específica: Valores Pessoais
Classificações Secundárias: Evoluciologia; Pensenologia

Conflito Interior; http://br.dada.net/video/8263594/Conflito-Interior-Strong/

Pró-atividade

Classificação Principal: Holomaturologia
Classificação Específica:
Pró-atividade
Classificações Secundárias:
Iniciativa

"A iniciativa catalisa ações que simplesmente não seriam possíveis" (Ana Márcia Abrão)

http://br.dada.net/video/8263594/Conflito-Interior-Strong/


Jornalista demitida da TVE Cultura

Classificação Principal: Comunicologia
Classificação Específica: Tares
Classificações Secundárias: Cosmoética; Contrafluxo; Policarmalogia

Jornalista demitida da TVE Cultura.
Jornalista demitida da TVE Cultura; http://br.youtube.com/watch?v=l_7mwKik_bQ

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Tecnologia

Classificação Principal: Comunicologia
Classificação Específica:
Infocomunicologia
Classificações Secundárias:
Tecnologia; Internet; Jornalismo

"Estado" Lança Nova Versão na Internet, com Páginas Digitais.
Reportagem; estadão.com.br; São Paulo, SP; 28.03+08; http://www.estadao.com.br/tecnologia/not_tec147318,0.htm



" 'Estado' lança nova versão na internet, com páginas digitais. Nova tecnologia permite a leitura da edição integral da mesma forma que a publicada em versão papel. (Marili Ribeiro, de O Estado de S.Paulo) SÃO PAULO - A edição digital de O Estado de S.Paulo acaba de ganhar uma versão mais moderna. Além do sistema em PDF que já utiliza, passa a oferecer também a tecnologia digital paper, que torna possível a leitura do jornal como se o usuário estivesse folheando as páginas da edição impressa. A nova tecnologia, que vem sendo adotada por várias publicações mundo afora, permite uma sensação que, segundo comprovam pesquisas, agrada aos leitores. Entre as vantagens de se adotar essa forma de visualizar o jornal, como lembra o diretor de Marketing e Mercado Leitor do Grupo Estado, Antônio Hércules Jr, está a facilidade de acesso para o assinante em viagem. "É economicamente inviável mandar a versão impressa para alguns destinos fora do Brasil", diz ele. "Na internet, ele poderá agora ler o Estado quase com o mesmo prazer de manuseio em sua casa." Hoje, o jornal tem um terço dos 430 assinantes apenas digitais vivendo no exterior. No total, o Estado conta com 237 mil assinantes, segundo os dados auditados pelo Instituto Verificador de Circulação (IVC). Esses consumidores têm acesso automático à opção online. Também não há diferença de preço entre a assinatura digital e a impressa. Com a nova versão online, o leitor ganha maior flexibilidade e mais elementos de visualização, como explica André Bianchi, diretor de Estratégias Digitais e Novos Negócios. "Dentro de uma página, ele poderá separar a matéria que mais lhe interessa e aproximá-la para obter maior conforto de leitura", explica. "Para o anunciante, a peça publicitária poderá oferecer vídeos e animação, além de criar condições de interação com link de acesso para o site da empresa." A campanha que está divulgando o novo Estadão Digital, segundo Hércules, não só ressalta as vantagens para o leitor do jornal de ter o conteúdo integral e com a mesma diagramação da versão impressa, como ainda destaca as ferramentas de pesquisa que facilitam a localização de assuntos específicos de maneira prática. Um dos aspectos que mais estimulam a modernização de tecnologias para a leitura na internet é a capacidade de atender à demanda do mercado jovem, sempre ávido por se manter conectado. Mas o abandono da leitura de jornais, que foi profetizado há menos de uma década com o avanço da era digital e da profusão de blogs e redes sociais, não se confirma. Isso, pelo menos, é o que acaba de captar a mais recente pesquisa sobre o futuro da indústria jornalística, o estudo The State of The News Media, edição 2008. Divulgado na semana passada nos EUA, o estudo contém dados que demonstram uma natural migração dos leitores das versões em papel dos jornais de lá, como New York Times e USA Today, para as edições online. O estudo mostra que os leitores, mesmo quando recorrem à mídia digital, preferem se informar nas grifes jornalísticas consagradas no meio impresso e televisivo. Entre os sites de notícias de maior audiência nos EUA aparecem marcas como CNN, NBC, ABC e CBS, além das de mídia impressa. "

Centro

Classificação Principal: Conscienciocentrologia
Classificação Específica:
Centro
EUA (Wheatbelt, Cottonbelt,...)
Classificações Secundárias; Centro Agricultor; Pensenologia; Parassociologia; Reurbanização; Holopensene

EUA (Wheatbelt, Cottonbelt,...); http://www.geniodalampada.com/trabalhos_prontos/geografia02.htm


POLÍTICA AGRÍCOLA NOS ESTADOS UNIDOS



INTRODUÇÃO



Os Estados Unidos detêm hoje o índice de maior produtividade agrícola do planeta. Apesar de empregarem apenas 3% de sua População Economicamente Ativa nesse setor, são o maior produtor e exportador mundial. Essa grande produtividade foi, em boa parte, resultado do estreitamento na relação entre a agricultura e a indústria, com a conseqüente intensificação do processo de mecanização do setor agrícola. É para caracterizar essa forte integração entre os setores agrícola e industrial que surgiu a expressão industrialização da agricultura ou agricultura industrializada. Esses aspectos serão analisados no estudo a seguir.



Estados Unidos : uma agricultura poderosa.



a) A especialização da produção agrícola no espaço territorial dos Estados Unidos.



A agricultura dos Estados Unidos é a mais moderna do mundo. Apresenta produção e produtividade elevadas, e é grande exportadora de alimentos. No avanço da agricultura para o oeste, o espaço territorial dos Estados Unidos foi sendo organizado em faixas, segundo o tipo de produto cultivado. Essas faixas recebem o nome de belts, ou seja, "cinturões":

· cotton belt – cinturão do algodão;

· corn belt – cinturão do milho;

· dairy belt – cinturão de criação de gado leiteiro e de produtos derivados

do leite;

· milk belt – cinturão do leite (pecuária leiteira);

· wheat belt – cinturão do trigo;

· ranching belt – cinturão da pecuária extensiva.

Na criação desses "cinturões", as condições de solo e de clima exerceram bastante influência. Por exemplo, algodão, cana-de-açúcar, arroz e outros produtos tropicais ficaram localizados no sul do território; o trigo, nas planícies centrais; a criação extensiva de gado estabeleceu-se a oeste das planícies centrais, onde o clima vai-se tornando cada vez mais seco – é onde se localizam as propriedades rurais de maior dimensão e onde se formaram os grandes ranchos, ou seja, extensas propriedades de criação de gado.

O peso ou influência da proximidade do mercado consumidor fez surgir em todo nordeste , no leste e na região dos Grandes Lagos a pecuária leiteira, granjas, a agricultura de jardinagem (hortaliças, legumes)e a fruticultura. Já no oeste (na Califórnia), em vista do baixo índice pluviométrico, praticam-se as culturas irrigadas. Destaca-se, aí, a região do Grande Vale Central da Califórnia. Dois importantes rios – o Sacramento e o São Joaquim – fornecem água para irrigação das terras nessa região, onde são cultivados frutas, cereais e algodão e se pratica a pecuária leiteira para abastecer os centros urbanos . A produção dessa região é elevada: saem daí, por exemplo, cerca de 50% das frutas cítricas (principalmente a laranja) e dos legumes produzidos nos Estados Unidos, isso indica que apesar de certas Regiões possuírem o clima desértico existem técnicas eficientes de irrigação.

Praticamente todo o espaço territorial dos Estados Unidos é aproveitado pela agricultura. Até mesmo nas regiões de clima seco (desértico) ou de baixo índice pluviométrico ela é praticada utilizando-se um sistema de irrigação bastante eficiente. Espalhados por todo o país existem centros de pesquisa voltados para a agricultura e a criação de gado. Aí são obtidas melhores mudas e sementes, são desenvolvidas novas técnicas de produção, estocagem de produtos e comercialização, fazendo dos Estados Unidos o principal produtor agrícola do mundo.



b) A democratização da terra ou da propriedade da terra (estrutura fundiária)



A forma pela qual a propriedade capitalista da terra se realiza em cada lugar do planeta é identificada pela expressão estrutura fundiária. A estrutura fundiária não é a mesma em todos os lugares: em países como os Estados Unidos a propriedade da terra é, fundamentalmente, familiar e, o uso de tecnologia agrícola é bem difundido.

Por outro lado, em países como o Brasil a propriedade familiar está mais relacionada aos pequenos agricultores, e o uso de tecnologia encontra-se reservado aos grandes proprietários, os latifundiários. Em qualquer caso, porém, depende da estrutura fundiária o maior ou menor acesso dos trabalhadores do campo à terra.

Nos Estados Unidos, o acesso a propriedade da terra ocorreu de modo completamente diferente do ocorrido na América Latina. No Brasil, por exemplo, as terras pertenciam ao rei de Portugal, que as doava a quem tivesse prestado importantes serviços à coroa. As terras doadas abrangiam áreas de grande extensão e eram conhecidas pelo nome de sesmarias .As sesmarias deram origem ao latifúndio.

Nos Estados Unidos, o acesso à terra foi diferente. O colonizador fixou-se com sua família na Nova Inglaterra , em pequenas glebas, e aí desenvolveu uma agricultura para atender às suas necessidades alimentares. A própria Lei de Cessão de Terras (conhecida como Homestead Act), de 1862, contribuiu para uma distribuição mais democrática da terra nos Estados Unidos. Por essa lei, quem desejasse emigrar para aquele país receberia do governo 160 acres (1 acre equivale a 4.047 metros quadrados) de terra no oeste, com compromisso de cultivá-las por, pelo menos, cinco anos. Em síntese, o Homestead Act atraiu para os Estados Unidos milhões de europeus. Favoreceu a ocupação do oeste, propiciou a criação de um grande mercado de consumo e a formação de diversas propriedades rurais; possibilitou, portanto, a democratização do acesso à terra.

No Brasil, a Lei de Terras, de 1850, feita pelos grandes proprietários rurais, foi, na verdade, uma maneira de beneficiá-los. Essa lei, proibiu a aquisição de terras por outro meio que não fosse a compra, liquidando as tradicionais formas de acesso à terra no Brasil, com a ocupação, o arrendamento etc. Assim, para comprarem a terras era necessário muito dinheiro, e quem o tinham eram os grandes fazendeiros, que criavam artifícios para valorizar o preço da terra, impedindo que outras pessoas a comprassem.

A Lei de Terras foi, portanto, o meio que os grandes proprietários rurais encontraram para concentrar as terras em suas mãos. Criou-se, assim, no Brasil, como em toda América Latina, uma estrutura fundiária injusta, antidemocrática.

Na América Latina 1,2% dos proprietários rurais são donos de 70% da área>total das propriedades (no Brasil, 1,2% deles detêm 43% da área total dos estabelecimentos rurais). Isso mostra que tanto na América Latina como no Brasil existe uma fortíssima concentração de propriedade rural nas mãos de poucas pessoas. E, para agravar a situação, predominam nessas áreas culturas destinadas principalmente à exportação, enquanto o latino-americano passa fome ou é desnutrido.

Nos Estados Unidos, esse mesmo percentual de proprietários rurais domina apenas 11% da superfície ocupada pela agricultura. Não existe, portanto, tão grande concentração das terras nas mãos de poucos proprietários como na América Latina e no Brasil, em particular. As atividades agrárias nos Estados Unidos têm sido amplamente amparadas, desde a década de 30. Esse país foi o maior defensor da agricultura subsidiada, desde a criação do Gatt em 1947.As críticas aos subsídios têm sido colocadas num período mais recente (década de 80) devido ao elevado déficit público e à incapacidade do governo americano em manter, por longo tempo, o farto apoio às atividades agropecuárias. Além disso, as barreiras que os produtos americanos têm encontrado em outros mercados levaram os Estados Unidos a defender a tese da liberação dos mercados e da redução da subvenção estatal. O neoliberalismo, nesse caso, foi a base para a fundamentação teórica contra a subvenção e o protecionismo. Em 1990 foi instituído o Farm Act que tinha como objetivo a diminuição do amparo governamental à agricultura, cujos preços deveriam ser estabelecidos

progressivamente, nivelando-os aos de mercado. Pelo Farm Act, a subvenção estatal deveria se limitar, a curto prazo, apenas aos programas de incentivo à exportação. Entretanto, ao longo da década de 80, a PAC (Política Agrícola Comum) européia havia caminhado no sentido inverso, ampliando os estímulos às atividades agrícolas e a participação de seus produtos no mercado mundial. Nessa conjuntura, os Estados Unidos reviram e expandiram significativamente os programas de subsídio as exportações e também à produção interna.

Uma diferença fundamental da política agrícola norte-americana em relação à européia e à japonesa é o fato de o governo bancar o custo da subvenção, sem transferi-lo para o consumidor. Nos Estados Unidos, os preços do mercado interno não são superiores aos do mercado internacional. Além disso, a atividade agrícola norte-americana é uma atividade significativa no conjunto da economia e da balança comercial. Os produtos agrícolas representam cerca de 14% das exportações totais do país, enquanto na Europa eles representam 2% e no Japão esse índice é bem próximo de zero.



CONCLUSÃO



Existem três características marcantes na agricultura dos Estados Unidos: a forte presença de empresas que atuam em vários países do mundo, particularmente na América Central (agricultura empresarial norte-americana); a existência de áreas agrícolas especializadas, os belts (cinturões agrícolas), onde ocorre a predominância de um determinado produto adaptado às condições de clima e solo de mercado; e o elevado grau de mecanização em todas as etapas do processo, desde o cultivo até o beneficiamento do produto.

Pelo que foi exposto, percebe-se, também, que a estrutura fundiária da América Latina e do Brasil, comparada à dos Estados Unidos, é muito diferente pois lá o processo histórico permitiu que houvesse uma distribuição mais democrática da propriedade da terra.



BIBLIOGRAFIA



>Adas, Melhem. Geografia: o subdesenvolvimento e o desenvolvimento mundial e o estudo da América, 1° Grau. São Paulo: Moderna, 1984-1994.

>Larousse Cultural. Enciclopédia. São Paulo: Universo, 1988.

>Lucci, Elian Alabi. Geografia: o homem no espaço global. São Paulo: Saraiva, 1997.

>Pereira, Diamantino Alves Correia. Geografia: ciência do espaço, 2° Grau. São Paulo: Atual, 1993.




Centro

Classificação Principal: Conscienciocentrologia
Classificação Específica:
Centro
Vale do Rio Danúbio, Bulgária
Classificações Secundárias: Centro Agricultor; Holopensene; Parabotânica

Vale do Rio Danúbio, Bulgária; http://www.realice.com.br/fichas/bulgaria.html

Situada na costa do mar Negro, no sudeste da Europa, a Bulgária é um dos países de maior afinidade cultural com a Federação Russa entre os antigos satélites da ex-União Soviética (URSS). As duas nações compartilham o alfabeto cirílico e o cristianismo ortodoxo, religião da maioria da população búlgara. O Monastério de Rila, patrimônio da humanidade, foi o centro da resistência cristã durante o domínio turco-otomano no país. Na última década, a minoria turca amplia sua influência na sociedade e reverte as políticas de assimilação sobre sua cultura.

Desde a queda do bloco socialista, a Bulgária enfrenta dificuldades em retomar o desenvolvimento da economia, debilitada pelo desemprego crescente e pela corrupção. Importante fonte de receitas, a agricultura predomina no vale do rio Danúbio, onde há plantações de cereais. Destacam-se ainda o cultivo do tabaco e da uva. A Bulgária fornece óleo de rosas para as indústrias de cosméticos de todo o mundo.

DADOS GERAIS

NOME OFICIAL: República da Bulgária (Republika Bàlgarija).
CAPITAL: Sófia
LOCALIZAÇÃO: sudeste da Europa
CLIMA: temperado continental.
POPULAÇÃO: 7,9 milhões (2001);
NACIONALIDADE:
búlgara
IDIOMA: búlgaro (oficial), turco, macedônio.
RELIGIÃO: cristianismo 81% (ortodoxos 71,6%, independentes 7,1%, outros 2,5%), islamismo 11,9%, sem religião 5%, ateísmo 2%, judaísmo 0,1% (2000).
MOEDA: lev novo
GOVERNO: República parlamentarista

DADOS SOCIAIS:

DENSIDADE: 71,18 hab./km² (2001).
POP. URBANA: 70% (2000).
CRESC. DEMOGRÁFICO: -0,98% ao ano;
FECUNDIDADE: 1,1 filho por mulher;
EXP. DE VIDA M/F: 67,1/74,8 anos;
MORT. INFANTIL: 15,2‰ (2000-2005).
ANALFABETISMO: 1,5% (2000)

DADOS PARA VIAJANTES:

VISTO PARA BRASILEIROS: é necessário.
DOCUMENTOS: passaporte validade mínima de 6 meses; xerox do RG; formulário preenchido; 1 foto 3x4; taxa consular: U$53,00 (normal 7 dias úteis).
FUSO HORÁRIO: + 5h
COD. DDI: 359
EMBAIXADA DA BULGÁRIA: tel. (61) 223-6193, fax (61) 323-3285, e-mail: bulgaria@abordo.com.br - Brasília, DF.
EMBAIXADA DO BRASIL: Ulitsa Frederic Joliot Curie,19 Bloco 156/1 Apto 6 1113 - Sofia - Bulgaria
Tel. : (003592) 72-1002/72-2497/72-3527/973-3902
Fax : (003592) 971-2818 Telex: (067) 22359
Indicativo: 22359 Braem Bg E-MAIL: sofbrem@main.infotel.bg



terça-feira, 7 de outubro de 2008

O deboche das absolvições

Classificação Principal: Cosmoética
Classificação Específica:
Politicologia
Classificações Secundárias: Ética; Grupocarmalogia

O Deboche das Absolvições; Ulisses Nutti Moreira - Advogado


" O DEBOCHE DAS ABSOLVIÇÕES. Então presidente do congresso nacional, exímio criador de gado no arraial, no cultivo de “laranja”, também não se deu mal. Matreiro, bom de bico e de bolso, sensual, Renan conquistou a “coelhinha da capital”, usou lobista de empreiteira, seu amigo leal, pagou pensão pro inocente fruto da conjunção carnal. Na defesa, reuniu a cupinchada endiabrada, lacrimoso, recebeu o perdão da mulher amada, como coco, avisou que só cairia na porrada, ameaçou contar os podres da moçada. De repente, a turba desafeta ficou embasbacada ao ver as fotos, quando a revista foi publicada. Foi absolvido (e invejado), atrás da porta fechada. Calígula ao nomear senador INCITATUS, seu cavalo predileto, zombou dos romanos. Pior aqui, onde o “sem-votos cabeleira” arrecadou “chinelinhos pros franciscanos”. Dornelles liberou, porque dinheiro de caixa-2 no colchão consiste apenas em crime fiscal. Coisa de alcoviteira, não há provas, justificou Mercadante a abstenção. Ser dono de TV em nome da família, pode. Político astuto fica sempre por cima. De Sarney a Garibaldi, não falhou a defesa do Almeida Lima. Deu os trâmites por findos, ao arquivo o Quintanilha. Decoro! De que se trata? Ética! Pura baboseira... Na troca com Lula, deu CPMF na algibeira... “nos in medius (os decentes), frittus et infarinattus” Ulisses Nutti Moreira Advogado "

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Você mataria uma pessoa para salvar cinco?

Classificação Principal: Cosmoética
Classificação Específica: Holomaturologia

Classificações Secundárias: Evoluciologia

Andrews, Susan; Você mataria uma pessoa para salvar cinco? URL: http://revistaepoca.globo.com/EditoraGlobo/Artigo/exibir.ssp?artigoId=78638&secaoId=6048&edicao=483; 17/08/2007 - 22:29 | Edição nº 483


Susan Andrews é psicóloga e monja iogue. Autora do livro Stress a Seu Favor, ela coordena a ecovila Parque Ecológico Visão Futuro e escreve quinzenalmente em ÉPOCA. www.visaofuturo.org.br
susan@edglobo.com.br

Imagine que você está de pé, diante de uma ferrovia, e um trem se aproxima rapidamente. Em sua frente há uma bifurcação nos trilhos. Você pode acionar o mecanismo que move o trem para um lado ou para o outro. Só que cinco pessoas inocentes, inconscientes da chegada do trem, estão de pé sobre os trilhos que vão para a direita. E outra pessoa inocente está de pé sobre os trilhos que vão para a esquerda. Caso você não faça nada, o trem irá para a direita e matará as cinco pessoas. Mas, se acionar a alavanca, o trem será desviado para a esquerda e matará aquela única pessoa.

É preciso decidir instantaneamente. Será que você deveria acionar a alavanca? Caso tenha respondido sim, você está em boa companhia. A ética utilitária há tempos tem asseverado que a ação moralmente correta é aquela que gera “o maior benefício para o maior número”. Melhor que morra um do que cinco. E determinar o maior benefício, segundo o filósofo alemão Immanuel Kant, é a função da razão. De fato, quando esse dilema moral é apresentado às pessoas, a maioria sempre decide acionar a alavanca.

Agora imagine estar de pé numa ponte que passa por cima do trilho do trem. Um homem grande está a seu lado. Um trem-bala se aproxima. Logo depois da ponte, cinco pessoas inocentes estão de pé nos trilhos. A única maneira de salvá-las é empurrar o homem da ponte, para que ele caia nos trilhos e faça o trem parar. Você deveria fazer isso?

Se você recusou, também está em boa companhia. A maioria dos participantes nos testes não empurraria o homem para a morte. Isso sempre intrigou os especialistas em ética. Qual é a diferença? Em ambos os casos, um morre em vez de cinco. E em ambos os casos, foi você quem executou a ação que causou a morte, e o maior benefício para o maior número. Então por que a hesitação no segundo caso?

Essa questão interessou tanto os neurocientistas da Universidade Princeton, nos Estados Unidos, que eles fizeram imagens cerebrais de voluntários enquanto eles tomavam as decisões. Descobriram que criamos um bloqueio emocional quando pensamos em empurrar o homem para a morte, e as regiões emocionais do cérebro se acendem. Essas regiões se mantêm silenciosas no caso de acionar a alavanca. Parece que o filósofo escocês David Hume estava certo quando insistiu que “as regras da moralidade não são conclusões da nossa razão”, mas das nossas emoções.

Quanto mais se pesquisa, mais parece que a fundação da moralidade é a empatia

Recentemente, Antônio Damásio, da Universidade da Califórnia, descobriu algo mais interessante. Pessoas com lesões na área cerebral ligada à empatia e à compaixão, o córtex pré-frontal ventromedial, não têm quaisquer escrúpulos quanto a empurrar o homem da ponte. Elas friamente chegam às conclusões do tipo os fins justificam os meios. Quanto mais os pesquisadores aprendem, mais parece que a fundação da moralidade é a empatia.

Foi o filósofo alemão Arthur Schopenhauer quem declarou que a chave para a ética seria cultivar nossa tendência natural para a compaixão. Aquele que se identifica profundamente com os sentimentos dos outros será incapaz de ferir ou explorar alguém. Todas as suas ações vão fluir espontaneamente de um senso de justiça e benevolência. James Jones, autor americano da novela Daqui para a Eternidade, escreveu: “As pessoas (...) se deram conta, no momento da morte, que a humanidade precisa evoluir até a empatia, ou se extinguir. Mas os mortos não conseguem falar”.

Se a empatia é a raiz da ética, em vez de racionalmente ensinar a nossas crianças regras morais, será que não deveríamos desenvolver uma educação para a empatia? Uma educação para o coração? Essa mútua simpatia é o tesouro humano mais precioso. É por isso que naquele trágico dia todos nós sentimos, e ainda estamos sentindo, a dor dos passageiros do vôo 3054 da TAM e de seus parentes, reverberando em nossos próprios corações.


http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG78638-6048-483,00-VOCE+MATARIA+UMA+PESSOA+PARA+SALVAR+CINCO.html



Anta tem as 4 patas queimadas em incêndio

Classificação Principal: Holomaturologia
Classificação Específica:
Imaturidades
Classificações Secundárias: Parabotânica; Parazoologia

G1 O Portal de Notícias da Globo; Anta tem as 4 patas queimadas em incêncio; 05.10.07; URL: http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL145150-5598,00- ANTA+TEM+AS+PATAS+QUEIMADAS+EM+INCENDIO.html

Anta tem as 4 patas queimadas em incêndio

Animal foi encontrado em vala no meio de queimada em Mato Grosso do Sul.
Expectativa é que tratamento dure cerca de três meses.

Do G1, em São Paulo, com informações da TV Morena

Foto: Rachid Waqued
Rachid Waqued
Após ser resgatada, anta passa por tratamento (Foto: Rachid Waqued/ Divulgação)

Uma anta chegou ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras), em Campo Grande (MS), na quarta-feira (3), com as quatro patas queimadas. O animal, de 150 quilos, foi encontrado por peões na região de Miranda, em uma vala localizada no meio de uma queimada.

O biólogo do Cras Elson Borges dos Santos acompanhou o resgate e acredita que a anta ainda é muito jovem. Ele estava na região fazendo a soltura de animais reabilitados.

A anta foi atendida e medicada na quinta-feira (4) no Cras. “Ela teve as quatro patas queimadas, perdeu todas as unhas e está desidratada. Foi muito triste encontrá-la nessa situação. Todo o local estava destruído”, contou Santos.

A anta não consegue ficar em pé e a expectativa é que o tratamento dure cerca de três meses. “Embora esteja queimada, ela tem força. Precisa comer e beber para melhorar. Até agora, ela está à base de soro”, explicou o biólogo.

Para a anta ficar mais confortável, será construída no viveiro uma cobertura com folhas. Caso consiga melhorar, ela vai voltar para a fazenda onde foi encontrada.

De acordo com informações do Cras, 318 animais foram vítimas das queimadas só no mês de setembro.

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